A origem do Tarot é incerta. Alguns estudiosos acreditam que sua introdução se deu no Egito, através do personagem mítico Thot; outros atribuem sua criação aos ciganos, cruzados, sarracenos ou chineses.
"De acordo com a Tradição, os sacerdotes de Mênfis, prevendo a queda da civilização egípcia, ocultaram os conhecimentos sob a forma de um baralho que, hoje em dia, é conhecido pelo nome de Tarot e o legaram aos profanos, sabendo que, devido ao hábito do jogo, tais conhecimentos chegariam à posteridade."
— G.O. Mebes
Por conter diversas características e elementos misteriosos, seu significado simbólico e divinatório levou a um estudo profundo.
Eliphas Levi, Jung, Court de Gebelin, Papus e Paracelso, entre outros, aprofundaram o sentido esotérico e universal do Tarot. Eliphas Levi (Padre Alphonse Louis Constant) abriu caminho para sua analogia com o sistema cabalístico dos judeus e relacionou os 22 arcanos maiores com o alfabeto hebraico e com os caminhos da Árvore da Vida.
"O verdadeiro Tarot é simbólico. Uma vez compreendido o significado oculto de seus símbolos, as cartas se transformam numa espécie de alfabeto que é capaz de um número infinito de combinações, e faz sentido em todas elas. O Tarot incorpora as representações simbólicas das ideias universais, por detrás das quais estão todos os subentendidos da mente humana.
É neste sentido que o Tarot contém a doutrina secreta, que é a percepção, por uns poucos, das verdades encerradas na consciência de todos, muito embora elas não tenham sido reconhecidas claramente pelas pessoas comuns. Esta doutrina sempre existiu, foi idealizada na consciência de uma minoria, perpetuada em segredo de um iniciado para outro e registrada nos livros secretos de alquimia e cabala."
— Arthur Edward Waite


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