A natureza era reverenciada pelos povos primitivos, pois dela vinham a alimentação e o abrigo.
Os celtas e os druidas, habitantes de quase toda a Europa Central e Ocidental, possuíam uma enorme riqueza cultural. Seu conhecimento era transmitido oralmente e, por isso, pouco se sabe sobre eles.
Porém, é na Irlanda e no País de Gales que ainda se pode buscar vestígios da antiga religião.
Esses povos viviam a magia de forma muito natural. Seus rituais comungavam com a natureza, e sua doutrina girava em torno da Deusa (Mãe Terra – Lua) e do Deus (Sol), que se equilibram e se completam, representando os aspectos femininos e masculinos da Divindade.
Seus templos eram ao ar livre, pois o contato com os Deuses pode ser feito em qualquer lugar.
As mulheres eram sacerdotisas, guerreiras, esposas e mães. Detentoras da fertilidade, tal como a terra, eram igualadas à Mãe Natureza, estando ligadas ao lado sagrado da vida.
O catolicismo medieval foi o grande responsável por apagar muito da história e dos rituais célticos, ao subjugar todas as religiões pagãs. Alguns rituais, no entanto, foram adaptados ao calendário católico, como o Samhain (atualmente conhecido como o Dia dos Mortos).
A Wicca é uma religião neopagã que segue os princípios espirituais e físicos do feminino e do masculino. Seus rituais são inspirados no povo celta.
Não se sabe exatamente como surgiu o termo Wicca, mas, historicamente, ele foi popularizado por Gerald Gardner, na década de 1950, para designar a Bruxaria Moderna. A Wicca é uma vertente da antiga religião da Deusa.
Trilhar o caminho Wicca é uma experiência diária — é algo que se vivencia.
Por ser uma religião politeísta, não é necessário abrir mão das crenças já existentes. Wicca é amor. A fé é o que há de mais importante.
Deus é um só. Não importa se é masculino ou feminino, pois Ele terá a imagem que se atribuir a Ele, seja qual for.
Viver como um wiccano é respeitar a natureza, os animais e os seres humanos.
É acreditar na lei da causa e efeito.
É aceitar a Lei Tríplice, sabendo que tudo o que fizermos retornará com o poder de três.
É dizer não ao preconceito.
É respeitar todas as outras religiões.
É viver a magia com conhecimento e consciência.
É celebrar os ciclos da vida por meio dos festivais sazonais (Sabbats) e reverenciar a Lua em suas três formas (Esbats).
É seguir meu próprio caminho, com a liberdade de ser iniciada ou auto-iniciada.
É amar sem esperar retorno.
É não acreditar no Diabo.
É não impor minhas crenças.
Ser uma bruxa é sentir as emoções mais profundas.
É buscar o conhecimento.
É encontrar o equilíbrio entre o feminino e o masculino.
Espero que todas as irmãs que foram torturadas e queimadas vivas num tempo tão obscuro da nossa história estejam em paz, por saberem que muitos estão sendo chamados novamente!

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